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el sabroso oficio / del dulce mirar GóngoraWie schwer es ist, die Schönheit zu begreifen! Günter Eich

jueves, 25 de abril de 2013

José Afonso: 'Grândola, sempre'




El último concierto que dio el cantante portugués José Afonso (1929-1987) fue el 29 de enero de 1983 en el Coliseu dos Recreios de Lisboa.

En esta entrada podemos escuchar la Grândola, vila morena que se cantó aquella noche, pura emoción, y la versión original que sirvió en la madrugada del 25 de abril de 1974 como segunda señal para confirmar que lo que después se conoció como Revolución de los Claveles, a Revolução dos Cravos, seguía adelante. No había marcha atrás.

Mucho tiempo ha pasado y, a raíz de los tristes acontecimientos que están viviendo nuestros vecinos portugueses, esta canción ha conocido un nuevo impulso, una nueva luz. A la Wikipédia (en portugués) pertenece este fragmento:

"Grândola, Vila Morena" é a canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, no Alentejo, e teria sido banida pelo regime salazarista como uma música do partido comunista de Moscovo Comunismo. Às zero horas e vinte minutos do dia 25 de abril de 1974, a canção era transmitida na Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, como sinal para confirmar o início da revolução. Por esse motivo, transformou-se em símbolo da revolução, assim como do início da democracia em Portugal.

À meia-noite e vinte minutos da madrugada do dia 25 de abril de 1974, a «Grândola, vila morena» foi tocada no programa Limite da Rádio Renascença. Era a segunda senha que confirmava o bom andamento das operações e despoletava o avanço das forças organizadas pelo MFA.

Em Fevereiro de 2013, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho falava no debate quinzenal com os deputados quando foi interrompido pelo público das galerias a cantar "Vila Morena" como forma de protesto contra as políticas económicas de seu governo e da troika. Dias depois esta mesma música foi cantada em Madrid na Puerta del Sol pela Solfónica aquando de uma manifestação. No dia 18 de Fevereiro, num encontro promovido pelo Clube dos Pensadores, o Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi igualmente interrompido por manifestantes ao som do Grândola, tendo chegado a entoar alguns versos da música."



Versión del disco. Primera imagen: el capitán Salgueiro Maia
figura capital de la Revolución de los Claveles

Militar português, Fernando José Salgueiro Maia nasceu em 1944, em Castelo de Vide, e morreu em 1992, no Hospital Militar de Belém (Lisboa). Depois de frequentar a Academia Militar e a Escola Prática de Cavalaria, desempenhou funções de alferes-comando em Moçambique, durante a Guerra Colonial. Já com o posto de capitão, na madrugada de 25 de abril de 1974, dirigiu as tropas revolucionárias de Santarém até Lisboa, tornando-se uma das figuras-chave do golpe. Tomou os ministérios do Terreiro do Paço e o quartel da Guarda Nacional Republicana, no Carmo, onde estava refugiado o chefe do Governo, Marcello Caetano, que se lhe rendeu. Assim se deu a queda do Estado Novo. A revolta militar foi desencadeada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), que derrubou o regime praticamente sem o emprego da força e sem provocar vítimas. Os dois únicos momentos de tensão foram protagonizados pelo próprio Salgueiro Maia: o primeiro foi o encontro com um destacamento de blindados, até então obediente ao Governo, resolvido quando estas tropas tomaram posição ao lado dos revoltosos; o outro ocorreu quando o capitão mandou abrir fogo sobre a parede exterior do quartel da GNR. Retomando modestamente o rumo da sua carreira militar, o capitão Salgueiro Maia recusou as honrarias que o regime democrático lhe quis atribuir. Todos os anos é recordada a sua coragem e a sua determinação aquando das comemorações do 25 de abril.




4 comentarios:

Salamandrágora dijo...

¡"Sempre", Pedro!

¡Viva Portugal! ¡Viva a Revoluçao dos Cravos!

Um abraço.

Paco Campos dijo...

Sempre.

Con el tiempo la figura, ética y estética, del Zeca se hace cada vez más grande.

una "sugestiao": escuchar "Eu dizía" , de su última época, con la voz ya quebrada por la enfermedad, con un simple acompañamiento de contrabajo y el piano, sublime, de Jose Mario Branco. Cuando canta aquello de "...do lado da montanha ninguém chora" es muy difícil no llorar.
Paco

El transcriptor dijo...

Um abraço, Salamandrágora, e mais um para o Paco, a quem digo "Sugestão aceite".

Acabo de volver a escuchar la canción que dices. Estremecedora. Hacía mucho que no lo hacía. Una buena compañera en el día de hoy para "Grândola".

El transcriptor dijo...

Paco, en relación con lo que dices de Zeca Afonso, totalmente de acuerdo. El tiempo que pasa hace que a sus canciones les pase como a los buenos vinos. Y cuando se escuchan las versiones que otros hacen de sus obras, se advierte lo bien que viajan a otras voces.