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el sabroso oficio / del dulce mirar GóngoraWie schwer es ist, die Schönheit zu begreifen! Günter Eich

martes, 8 de abril de 2014

Chico Buarque y Arnaldo Antunes - Cotidiano

Fotografia de Josie Cunha


Conocí esta canción en un disco en que cantaban mano a mano Chico Buarque y Caetano Veloso, Chico e Caetano juntos e ao vivo. Esta versión es del disco Construção (1971), que acompañamos de una versión más reciente de Arnaldo Antunes, una de las voces de los Tribalistas.


COTIDIANO

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café

Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão

Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão

Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã










2 comentarios:

Paco Campos dijo...

No conocía la versión del tribalista y cavernoso Arnaldo. Obrigado.

Paco

PD. Por cierto, hay una versión en castellano del tema, cantada por Chico, dentro de un disco con temas suyos, todos en este idioma. De las traducciones se ocupó el gran Daniel Viglietti, profundo admirador de Chico Buarque, a quien definía como el Dylan de América latina.

El transcriptor dijo...

Cavernoso, cavernoso, desde luego.

Creo que no he escuchado ese disco de Chico en español, al menos entero. Gracias por el recuerdo.

Pedro