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el sabroso oficio / del dulce mirar GóngoraWie schwer es ist, die Schönheit zu begreifen! Günter Eich

domingo, 11 de mayo de 2014

Adeus, Jair




El pasado día 8 falleció el cantante brasileño Jair Rodrigues. Tuvo una larga carrera, que comenzó en los años sesenta. En 1966 participó con Disparada en el II Festival da MPB [Música Popular Brasileira] de la TV Record, quedando empatada con A banda, compuesta por Chico Buarque y cantada por Nara Leão.

El compositor, Geraldo Vandré, no creía mucho, al parecer, en las posibilidades de Jair Rodrigues. Supongo que el resultado le haría cambiar de opinión.

Ya pasó aquí esta canción en audio en mayo de 2011, "pura alegría", y la vuelvo a traer acompañada de una versión grabada en estudio.

Jair Rodrigues cantó varias veces con nuestra amiga Elis Regina. Ya vendrán por estos pagos más adelante.

"Muere Jair Rodrigues, mito de la Música Popular Brasileña" (El Universal)



DISPARADA

Prepare o seu coração
Prás coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar...

Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo prá consertar...

Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu...

Boiadeiro muito tempo
Laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei...

Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei...

Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente...

Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto prá enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer ir mais longe
Do que eu...

Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte
Num reino que não tem rei