.

.

.

el sabroso oficio / del dulce mirar GóngoraWie schwer es ist, die Schönheit zu begreifen! Günter Eich

miércoles, 12 de noviembre de 2014

Vitorino - Contos do Príncipe Real





CONTOS DO PRÍNCIPE REAL

No jardim do Príncipe Real
(ainda hoje tenho de lá ir)
Encontrei-me com fulana de tal
Pus-me a ver as estrelas a luzir

Trocámos silêncios de mãos dadas
Conversámos com os olhos e o pensar
Espreitavam-nos do quarto da criada
Do Palácio Italiano com portal

Mas um dia perdeu-se o coche vermelho
Que a Princesa levava sempre ao jardim
Meteu-se por caminhos que não têm fim
Perco a esperança de à noite tornar a vê-lo

Novembro maldito mês das almas,
nesse ano nem o azul do céu poupaste,
Carregaste com nuvens de negro corte.
Mas vamos rapazes depressa ao vinho,
porque ao vinho não o vence nem a Morte!
porque ao vinho não o vence nem a Morte!


Letra e musica de Vitorino.
Músicos, Júlio Pereira, Pedro Caldeira Cabral, Yório, Elsa Bruxelas e Carlos Vieira.
Arranjo e direcção musical de Pedro Caldeira Cabral.


De su disco Não há terra que resista (1979)






3 comentarios:

Anónimo dijo...



Siempre una ledicia escuchar a Vitorino, obrigada Pedro.

El transcriptor dijo...

María (és tu, não és?),

Volverán más de estas "ledicias" de Vitorino.

Me encanta la errata, y seguro que al amigo Paco también. La palabra me recuerda la palabra "ledo" (alegre), y aquella cantiga de amigo ("Levad', amigo, que dormides...").

Ya ves tú qué errata más productiva, :)

Beijinhos, e bom fim de semana


Levad', amigo, que dormides as manhanas frias
tôdalas aves do mundo d'amor dizia[m]:
leda m'and'eu.
Levad', amigo que dormide'las frias manhanas
tôdalas aves do mundo d'amor cantavam:
leda m'and'eu.
Tôdalas aves do mundo d'amor diziam,
do meu amor e do voss[o] em ment'haviam:
leda m'and'eu.
Tôdalas aves do mundo d'amor cantavam,
do meu amor e do voss[o] i enmentavam:
leda m'and'eu.
Do meu amor e do voss[o] em ment'haviam
vós lhi tolhestes os ramos em que siíam:
leda m'and'eu.
Do meu amor e do voss[o] i enmentavam
vós lhi tolhestes os ramos em que pousavam:
leda m'and'eu.
Vós lhi tolhestes os ramos em que siíam
e lhis secastes as fontes em que beviam;
leda m'and'eu.
Vós lhi tolhestes os ramos em que pousavam
e lhis secastes as fontes u se banhavam;
leda m'and'eu.

Anónimo dijo...



Si, son eu!!, mil disculpas Pedro...soy muy despistada.

Tienes mucha razón, una errata bien productiva!!

Esas cantigas de amigo, esa preciosa lírica galaico-portuguesa...

Desde estas tierras, un poco más al norte que la tuya, en este otoño ocre y dorado...un fin de semana, ben ledo!!!

Bicos,

María