.

.

.

el sabroso oficio / del dulce mirar GóngoraWie schwer es ist, die Schönheit zu begreifen! Günter Eich

martes, 26 de abril de 2016

Amélia Muge - Transparência




Un poema del escritor portugués Eugénio Lisboa cantado por Amélia Muge, que compuso también la música. ¡Qué voz!


TRANSPARÊNCIA

Morrer é só não ser visto,
é sair de ao pé de ti,
apagar-me em tudo isto,
deixar de ver o que vi.

Morrer é não estar em ti,
e mais do que não te ver,
é não ser visto por ti,
no deserto do não ser.

Morrer é como apagar-se
a chama que houve em nós,
é uma espécie de ficar-se
vazio da própria voz.

Vive o amor da atenção
que se tem por quem se ama.
Mas a morte atiça em vão
o fio que não dá chama.

Morrer é só não ser visto,
é passar a pertencer
a um livro de registo
que guarda o nosso não-ser.



Aquí: "Taco a taco/Poemas da bancada" y en esa entrada, un enlace a otra canción, "Não sou daqui"






2 comentarios:

Paco Campos dijo...

¡y qué piano...! (me recuerda al malogrado Sassetti)

Paco

El transcriptor dijo...

Que grandde beleza, Paco. Pues no es Sassetti. Mira los músicos del disco:

"poema de Eugénio Lisboa
musica de Amélia Muge
arranjo de António José Martins
produção de Amélia Muge/António José Martins e acompanhada por José Peixoto (guitarra acústica), Yuri Daniel (contrabaixo e baixo eléctrico), Catarina Anacleto (violoncelo), Filipe Raposo (piano e acordeão), José Manuel David
(sopros) e Carlos Mil-Homens (cajón)."


Apertas, e boas noites (se bem há muita luz ainda!)