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el sabroso oficio / del dulce mirar Góngora – ¡Qué difícil es entender la belleza! Günter Eich

viernes, 31 de julio de 2020

Vamos a descansar un poco de la mano de Né Ladeiras



Recuerdo cuando compré Da minha voz en Portalegre en enero de 2002 con los últimos escudos que me quedaban. Nada más empezar a escuchar la voz de Né Ladeiras en esta canción, la primera, dije: “¡Me lo llevo!”. ¡Qué voz la de Né Ladeiras, sim senhor!

Con “Memórias antigas” me despido hasta dentro de unas semanas. ¿Cómo serán los días de descanso de este verano tan raro? Vamos a dejarlo ahí.

(Me pregunto si Brecht hablaría de estos tiempos que vivimos como finsteren Zeiten –‘tiempos sombríos’– también...)


MEMÓRIAS ANTIGAS

Um cigarro na Paulista
com mar a perder de vista
no que os olhos hão-de abrir
um silêncio de garôa
que me faz lembrar Lisboa
no instante de partir

Um murmúrio de cantigas
deixa memórias antigas
dos tempos que andei no mar
à procura de uma ideia
que um disfarce de sereia
não me deixou alcançar

Da janela do meu carro
lanço a ponta do cigarro
para o meio do capim
que perfaz um fogo de ânsia
porque o tempo e a distância
estão guardados dentro em mim

Vou de barco na Paulista
quem for velho que desista
vou de barco e vou à proa
pois no fim da avenida
há uma esquina perdida
noutra rua de Lisboa

Letra: Tiago Torres da Silva/ Música: Chico César


Todas las canciones de Né Ladeiras en el blog







(Primer fotografía de Lucille Kanzawa y segunda, Alone in Lisbon, de *F~)


Eduardo Malta - Retrato de dos jóvenes (1939)




Eduardo Malta (Covilhã, 1900 - Óbidos, 1967)


Otra obra del pintor portugués, aquí



Padre António Vieira - “Não há poder maior no mundo que o do tempo...”



Não há poder maior no mundo que o do tempo: tudo sujeita, tudo muda, tudo acaba.

Padre António Vieira
(Lisboa, 1608 - Bahía, 1697)



(Fotografía de Piero Marsili Libelli, il tempo)


jueves, 30 de julio de 2020

Istvan Zador - Mujer con quimono de seda dorada (1932)



Istvan Zador (1882-1963), Lady in a golden silk kimono, 1932.




(Galería de Selma Morgenstern, Flickr)

Titane - Sá Raínha


Ana Íris, conhecida como Titane, cantante brasileña, y una canción "que te lleva".

Intérprete por excelência, TITANE faz parte da geração que renovou a MPB nos anos 80. Em seu repertório comungam, em estado sempre híbrido, músicos da nova geração de Minas, clássicos da MPB, temas instrumentais, canções tradicionais e influências do congado mineiro, manifestação artístico-religiosa de raízes afro-brasileiras.

(...)

A partir de 2000, passou a ser acompanhada por banda formada pelos músicos Weber Lopes, Ivan Corrêa e Sérgio Silva. Com eles, criou o disco Sá Rainha (2000), com canções de compositores de identidade afro-mineira, como Maurício Tizumba e Pereira da Viola, além de outros músicos da geração de Titane, como Chico César e Zeca Baleiro.  (...)

Leído aquí: Titane - cantora

SÁ RAÍNHA

No tempo do cativeiro
Quando o senhor me batia
Eu rezava pra Nossa Senhora
Como a pancada doia

No tempo do cativeiro
Quando o senhor me batia
Eu rezava pra Nossa Senhora, ai meu Deus
Como a pancada doia

No tempo do cativeiro
Eu não posso nem me lembrar
O negão só trabalhava
Apanhava pra nada ganhar

No tempo do cativeiro
Quando o senhor me batia
Eu rezava pra Nossa Senhora, ai meu Deus
Como a pancada doia

Mamãe tá me chamando
Vovõ mandou me chamar
No tempo do cativeiro
Capoeira eu quero jogar

No tempo do cativeiro
Quando o senhor me batia
Eu rezava pra Nossa Senhora, ai meu Deus
Como a pancada doia

Mamãe tá me chamando
Vovô mandou me chamar
Essa roda sagrada o garoto
Capoeira eu quero jogar

No tempo do cativeiro
Quando o senhor me batia
Eu rezava pra Nossa Senhora, ai meu Deus
Como a pancada doia

No tempo do cativeiro
Eu não posso nem me lembra
O negão só trabalhava
Apanhava sem nada ganhar

No tempo do cativeiro
Quando o senhor me batia
Eu rezava pra Nossa Senhora, ai meu Deus
Como a pancada doia

Ie, ai meu bem
Como a pancada doia
Ie, ai meu Deus
Como a pancada doia