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el sabroso oficio / del dulce mirar Góngora – ¡Qué difícil es entender la belleza! Günter Eich

viernes, 17 de noviembre de 2017

Carlos Paredes - Verdes anos (Teatro São Luiz, 1992)




La composición Verdes anos, del guitarrista portugués Carlos Paredes (1925 - 2004), ya había sido publicada aquí, pero me he encontrado esta grabación, realizada en el Teatro São Luiz de Lisboa en 1992, en el blog dedicado a este gran instrumentista: Carlos Paredes. Uma guitarra portuguesa, que incluye, además, discografía, bibliografía, partituras...

En esta grabación, lo acompaña a la guitarra, Luísa Amaro.

Muitos anos antes...

Primer LP de Carlos Paredes (1967)


Em "Guitarra Portuguesa" nasciam algumas das melodias mais imediatamente identificáveis com Portugal, qualquer que seja a nacionalidade de quem ouve. Nota curiosa: o tema "Dança" foi escolhido por Paul McCartney para música ambiente na sua digressão mundial de 1989.

Alain Oulman, o célebre compositor de Amália Rodrigues, escreveu estas palavras: «A música de Carlos Paredes exprime, a meu ver, mais do que nenhuma outra, a terra e as gentes de Portugal. É intemporal, como a de Theodorakis quando canta a Grécia, como, aliás, deve ser a verdadeira música. Não se pode catalogar a música de Carlos Paredes, nem determinar as suas origens – uma possível influência de música barroca que não esconde a voz pessoal de um homem que ama o seu país profundamente, que se não envergonha de o confessar e que o faz com delicadeza e força viril. Para empregar uma expressão portuguesa que significa que alguém não tem parceiro, Carlos Paredes é um ‘caso’.

A primeira vez que o ouvi tocar foi em casa de Amália Rodrigues que também nunca o ouvira anteriormente. Ficámos todos desfeitos. Amália chorava e dizia que só lhe apetecia bater-lhe – reacção muito frequente nela quando se sente comovida pelo virtuosismo de alguém; nenhum de nós compreendia porque não era ele mais conhecido, pelo menos em Portugal. Paredes pedia desculpa como tocara – o que faz muitas vezes, pois é o seu pior crítico – e, para acreditar em tanta modéstia, é necessário vê-lo e ouvi-lo. Tínhamos perante nós uma ‘voz’ electrizante em música portuguesa, auxiliada por um extraordinário virtuosismo – e todos sentíamos que tal ‘voz’ tinha de ser conhecida em Portugal e além fronteiras. [...]

(Portal do Fado)





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